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Quebradeiras de coco
A cultura extrativa do babaçu e a história de vida e luta de16 mulheres que vivem de quebrar coco - uma tradição de passa de mãe para filha - na localidade de Palmatuba, em Babaçulândia (TO), ilustram as páginas do livro "Quebradeiras de Coco de Babaçu", produzido pela Usina de Estreito.
O no dia que o livro foi entregue a cada uma das suas personagens centrais e a líder das quebradeiras de coco, Maria Sales, ao ver sua história retratada declarou: "É o dia mais feliz de nossas vidas, porque agora temos certeza que nossa história nunca vai se perder."
Quatro por cento do município de Babaçulândia, incluindo a região de Palmatuba, será atingida pelas águas do rio Tocantins com a formação do reservatório para a Usina de Estreito. Mas, além do registro da história, a líder Maria Sales registra outra mudança no dia a dia das quebradeiras de coco da região: "Agora não tem cansaço depois do trabalho, não tem luta pra quebrar o coco, não tem dificuldade de ir pra mata, agora, pra nós, é só alegria e comemoração com tudo que foi contado nas páginas do livro."
Antes da chegada do empreendimento na região, divisa dos estados do Maranhão e de Tocantins, as quebradeiras trabalhavam 12 horas por dia, quebrando coco com machado, para ganhar R$ 6,00, vendendo a matéria-prima para atravessadores, que eram os que lucravam com a atividade extrativista.
Com a construção da Usina de Estreito, entretanto, construiu-se também uma nova relação das quebradeiras de coco com o mundo. O reservatório não altera nem o mercado de produção nem de coleta, nem de venda na cadeia do extrativismo. Mas as quebradeiras descobriram que o babaçu é matéria-prima também para o artesanato e que elas podem comercializar seus produtos sem atravessadores.
Quebradeiras de Coco de Babaçu (Babaçu Coconut Breakers): 143 páginas, em português e inglês, que ilustram o extrativismo do babaçu no Estado do Tocantins Texto: Kelly Nascimento Fotografias: Adriana Lorete Concepção e idéia original:Consórcio Estreito Energia (Ceste)
Fonte: Usina de Notícias, Boletim Informativo do Consórcio Estreito Energia, edição 11, e Boletim Energia, do Instituto Acende Brasil, edição 8.
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