Uma história de inclusão social
Nos últimos 125 anos, cerca de 850 mil brasileiros tiveram de mudar de casa para, assim, garantir a geração de 76% de energia elétrica produzida hoje no país.
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1883 |
Entra em operação a primeira usina hidrelétrica do Brasil, Ribeirão do Inferno em Diamantina (MG), com 0,5 MW de potência. Apenas proprietários terras são indenizados pela formação de reservatórios para geração de energia. |
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1960 |
Criado o Ministério das Minas e Energia - MME. |
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1973 |
Criada a Secretária Especial de Meio Ambiente, hoje Ministério do Meio Ambiente - MMA. |
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1978 |
Publicado, pela Companhia Energética de São Paulo (CESP), "Reservatórios: Modelo Piloto Projeto Integral", com as bases para a elaboração de Estudos de Impacto Ambiental. |
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1981 |
Aprovada a Lei 6938/81, com a Política Nacional de Meio Ambiente, primeira lei específica sobre o tema. |
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1983 |
Primeiro reassentamento, em agrovilas na Lagoa São Paulo, de famílias não proprietárias impactadas por hidrelétricas, antecipando o remanejamento necessário para a Usina de Porto Primavera (SP/MS), com potência de 1.540 MW. Nas agrovilas, a exploração da terra ocorre em lotes distantes das moradias. Posseiros, meeiros e arrendatários passam a ser indenizados quando do alagamento de terras por eles cultivadas. |
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1986 |
Publicado o primeiro Plano Diretor para a Conservação e Recuperação do Meio Ambiente nas obras e serviços do setor elétrico - I PDMA. |
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1986 |
Constituída a Comissão Regional dos Atingidos pelas Barragens - CRAB, para representar os 80 municípios atingidos pelas usinas hidrelétricas de Itá e Machadinho (SC/RS), com respectivamente 1.450 e 1.140 MW de potência. |
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1987 |
Elaborado o primeiro Plano Global de Remanejamento das Populações Atingidas pela UHE Itá (SC/RS), incluindo cadastro das famílias, reconstrução e o acréscimo de infra-estrutura e equipamentos sociais dos municípios envolvidos com a construção da usina. |
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1987 |
Garantida, pela primeira vez, assistência técnica agrícola às 6.000 famílias reassentadas, em 126 agrovilas, devido à construção da usina de Itaparica, da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), com 1.480 MW de potência. |
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1988 |
Promulgada nova Constituição do Brasil, que institui a Compensação Financeira pela Utilização dos Recursos Hídricos para Fins de Geração de Energia Elétrica. Pela lei, as concessionárias pagam 6,75% do valor da energia produzida à União, Estados e Municípios. |
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1988 |
Iniciada privatização parcial do setor elétrico brasileiro. |
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2000 |
Financiamento do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar - PRONAF extende crédito rural com taxa de juros baixa e seguro contra perda de safra agrícola para reassentados do setor elétrico. O primeiro a obter este crédito foi o Reassentamento Nossa Senhora de Fátima (Bataguassu/MS), formado com a construção da usina hidrelétrica Porto Primavera. |
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2003 |
Constituído o primeiro Foro de Negociação, em Tocantins, para a construção da usina hidrelétrica Peixe Angical. Sob a coordenação do IBAMA, lideranças locais, Ministério Público, Ministério das Minas e Energia e representantes da Enerpeixe, consórcio responsável pela usina, buscam soluções de consenso para todas as questões relacionadas ao reassentamento de populações. |
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2003 |
Definida pelo IBAMA, na renovação da Licença de Instalação da UHE Porto Primavera, a necessidade de monitorar o desenvolvimento social e econômico dos reassentamentos. |
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2004 |
UHE Barra Grande (SC/RS) é o primeiro empreendimento a oferecer assistência social aos reassentados, o que inclui visitas às famílias que foram remanejadas com análise da realidade social que elas estão vivendo e direcionamento à serviços de saúde, educação, justiça etc. |
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2005 |
IBAMA exige a elaboração de Planos de Desenvolvimento do Reassentamento (PDR) para os reassentamentos implantados pela usina hidrelétrica Peixe Angical (TO), com diagnóstico socioambiental e econômico das famílias em seu local de origem, além de estudos de solo, de loteamento e infra-estrutura da propriedade, o que inclui atividades agropecuárias, habitação, educação, estradas, moradia e serviço sociais básicos. |
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2006 |
Usina Hidrelétrica de Campos Novos (SC) e Sebrae fazem parceria inédita no setor, criando o Fundo de Desenvolvimento Rural, com oferta de crédito para financiar produtores da região, a partir de recursos repassados a fundo perdido pela usina. A proposta é que os recursos repassados não voltem para a usina, mas retornem ao Fundo e sejam direcionados para o financiamento de novos projetos, de modo a viabilizar a permanência desses produtores no campo, agregando valor aos produtos característicos da região e estimulando o empreendedorismo em atividades que fazem parte do cotidiano local. |
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