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As agências reguladoras são entidades de Estado (e não de Governo) encarregadas de fiscalizar o cumprimento de Contratos de Concessão e implementar (ou regulamentar) o detalhamento de Leis e Contratos que regem setores econômicos.
Exatamente por isso, sua atuação deve ter em mente o longo prazo, garantindo a blindagem em relação a pressões políticas originadas de governos e pressões econômicas provenientes dos mais diversos grupos de interesse. Esta missão se torna particularmente desafiadora no setor elétrico, que, por ser um serviço de utilidade pública e um monopólio natural, adiciona complexidade às decisões do regulador.
Outra maneira de enxergar o papel das agências consiste em dizer que elas existem para equilibrar os interesses de consumidores, empreendedores e governos. Como nem sempre estes interesses são convergentes, os órgãos reguladores devem ser autônomos e independentes, de forma a pautar suas decisões em critérios técnicos e isentos de vieses.
No setor elétrico brasileiro, a autonomia e independência do órgão regulador - a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) - têm sido freqüentemente colocadas em risco, seja pelo contingenciamento de recursos, pela transferência de parte das atribuições da agência para outras esferas do Governo, ou pela falta de uma legislação definitiva sobre o tema.
Por esses motivos e por reconhecer a importância da agência reguladora para o desenvolvimento do setor, o Instituto Acende Brasil acompanha as iniciativas que afetam a autonomia e a independência da Aneel.
OBJETIVOS Acompanhar as iniciativas e questões que interferem na autonomia administrativo-financeira e independência decisória da Agência Nacional de Energia Elétrica.
FORMATO DA INICIATIVA Publicação de estudos, participação em eventos do setor elétrico e esclarecimento da sociedade através de opiniões e artigos em veículos de comunicação.
Estudos
Desenvolvido em parceria com o Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo, o estudo fornece um panorama histórico da regulação no mundo, discute o papel do regulador e compara as leis de criação das agências brasileiras à prática vigente, analisando ainda o Projeto de Lei Geral das Agências.
Apresentações/Eventos
Opinião/Artigos
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